FGC: como funciona a garantia de R$ 250 mil
O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma entidade privada, financiada pelos próprios bancos, que devolve seu dinheiro se a instituição quebrar: até R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro (principal + rendimentos), com teto global de R$ 1 milhão renovado a cada 4 anos. É a garantia por trás da poupança, dos CDBs e das LCIs/LCAs.
Coberto × não coberto
| Com FGC | Sem FGC (outra proteção) |
|---|---|
| CDB e RDB | Tesouro Direto (garantia do Tesouro Nacional) |
| LCI e LCA | Fundos de investimento (patrimônio segregado) |
| Poupança e depósitos à vista | Debêntures, CRI e CRA |
| Letras de câmbio e hipotecárias | Ações, FIIs e criptomoedas |
As regras que pegam desprevenido
- O limite conta por conglomerado, não por marca: um CDB do banco X e uma LCI da financeira do mesmo grupo dividem os mesmos R$ 250 mil.
- Rendimentos entram no limite — aplique com folga (~R$ 220-230 mil) para o rendimento não estourar o teto.
- O teto global é R$ 1 milhão a cada 4 anos. Quem pulveriza R$ 250 mil em muitos bancos médios está coberto até esse teto — recebimentos do FGC dentro da janela de 4 anos consomem o saldo.
- O dinheiro não rende durante a espera do pagamento. Para valores grandes, o Tesouro Direto (sem limite de garantia) evita a fila.
Acima de R$ 250 mil: o playbook
Distribua entre conglomerados diferentes (cada um com seu limite), use o Tesouro Direto como âncora sem teto de garantia e monitore o teto global de R$ 1 milhão se a estratégia envolver muitos emissores. Nossas páginas de quanto rende cada valor avisam automaticamente quando o valor simulado excede a cobertura.
Perguntas frequentes
O que o FGC cobre?
Depósitos à vista e poupança, CDB e RDB, LCI, LCA, letras de câmbio e letras hipotecárias, entre outros. O limite é de R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por conglomerado financeiro, somando principal e rendimentos, com teto global de R$ 1 milhão renovado a cada 4 anos.
O que o FGC NÃO cobre?
Tesouro Direto (tem garantia do Tesouro Nacional, mais forte), fundos de investimento (o patrimônio é dos cotistas, separado do banco), debêntures, CRI/CRA, ações, criptomoedas e previdência privada. Cada um tem sua própria estrutura de risco — ausência de FGC não significa necessariamente mais risco.
O limite de R$ 250 mil inclui os rendimentos?
Sim. Se você aplicou R$ 240 mil num CDB e ele rendeu R$ 20 mil, os R$ 260 mil totais excedem o limite — R$ 10 mil ficariam de fora numa quebra. Por isso a recomendação prática é aplicar no máximo ~R$ 220-230 mil por instituição, deixando folga para o rendimento do prazo.
Conta conjunta dobra a garantia?
Não — o limite de R$ 250 mil é do CPF, e em conta conjunta a garantia é dividida igualmente entre os titulares (R$ 125 mil cada, se dois). Duas contas individuais em bancos diferentes garantem mais que uma conjunta no mesmo banco.
Quanto tempo o FGC demora para pagar?
Não há prazo legal fixo; nos casos recentes o pagamento saiu em poucas semanas a poucos meses após a liquidação da instituição, feito via app do FGC ou banco pagador. Durante a espera o dinheiro não rende — um custo real que reforça a prudência de não concentrar tudo num emissor pequeno.
Banco médio com FGC é tão seguro quanto banco grande?
Dentro do limite, o risco de perda do principal é coberto igualmente — é o que permite a bancos médios pagarem 100-120% do CDI com segurança comparável. As diferenças práticas: o tempo de espera do pagamento numa eventual quebra e o teto global de R$ 1 milhão por 4 anos para quem usa a estratégia em escala.
Compare emissores com a garantia em mente: simulador de CDB e de LCI/LCA.