Essa proposta vale a pena?

Que sentido faz entrar num papel que rende menos que o Tesouro Nacional? Nenhum. Informe o que te ofereceram e veja o veredito em segundos, no líquido de imposto. CDI de hoje: 14,15% a.a. (27/07/2026).

Taxa oferecida
% CDI
Prazo até o vencimento

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+1,51 pp a.a.

Paga um prêmio real sobre o Tesouro Selic de mesmo prazo, acima dos 0,30% a.a. que costumamos exigir de um papel bancário.

Em R$ 10.000 por 2 anos: diferença de R$ 342,02 a mais no vencimento.

A proposta

CDB · 110,0% do CDI

Líquido no vencimento
R$ 12.879,25
Taxa líquida
13,46% a.a.
IR
15,0%
Garantia
FGC
O piso: risco soberano

Tesouro Selic · mesmo prazo

Líquido no vencimento
R$ 12.537,23
Taxa líquida
11,94% a.a.
IR
15,0%
Custódia B3
0,20% a.a.
Se você aceitar esta propostaRegistre agora por que escolheu — daqui a um ano você não lembra

Comparação com o Tesouro Selic de mesmo indexador e prazo, ambos no líquido de IR e com a custódia da B3 no título público. Premissas de hoje (27/07/2026): CDI 14,15% a.a., IPCA 4,64% a.a., Tesouro Prefixado 13,50% a.a. e Tesouro IPCA+ com juro real de 7,00% a.a. Ferramenta educacional: é uma comparação de rentabilidade projetada, não recomendação de investimento.

O piso de qualquer decisão em renda fixa

O Tesouro Nacional emite dívida em reais, na moeda que ele próprio controla. Por isso o título público é tratado como o menor risco de crédito do mercado brasileiro, o chamado risco soberano. Todo papel privado fica acima dessa linha: um CDB depende do banco, um CRI depende dos recebíveis, uma debênture depende da empresa. Nenhum deles é livre de risco, e nenhum deveria pagar o mesmo que o governo paga.

Daí a pergunta que este teste responde. Comparado ao título público de mesmo indexador e mesmo prazo, quanto a proposta paga a mais? Essa diferença é o prêmio de risco, e é ela que você está recebendo para aceitar um risco maior. Prêmio negativo é o cenário absurdo, e mais comum do que parece: risco extra sem pagamento nenhum.

Três armadilhas que o teste desarma

  1. Comparar bruto com isento. LCI, LCA, LCD, CRA, CRI, CPR-F e debênture incentivada não pagam IR para pessoa física. Uma taxa nominal menor pode significar mais dinheiro no bolso, e o contrário também vale. Veja a tabela do IR.
  2. Esquecer a custódia do Tesouro. Os 0,20% a.a. da B3 saem do rendimento do título público e são o motivo de um CDB de 100% do CDI já sair na frente da LFT.
  3. Ignorar o prazo. A alíquota de IR cai de 22,5% para 15% conforme o tempo passa, então a comparação entre um papel isento e um tributado muda completamente entre 6 meses e 5 anos.

Passou no teste. E agora?

Bater o Tesouro é condição necessária, não suficiente. Antes de aceitar a proposta, quatro perguntas continuam de pé: você atravessa o prazo inteiro sem precisar desse dinheiro, com a reserva de emergência intacta em outro lugar? Se for papel bancário, o valor projetado no vencimento cabe no teto de R$ 250 mil do FGC por CPF e conglomerado? Se for CRI, CRA ou debênture, você avaliou emissor, lastro e garantias sabendo que não existe FGC? E se precisar vender antes, aceita o deságio da marcação a mercado?

Ferramenta educacional. Os resultados são projeções a partir das taxas informadas e de premissas simplificadoras, e não constituem recomendação de investimento. A régua de prêmio mínimo é um critério editorial deste site, não uma norma de mercado. Detalhes na metodologia.

Perguntas frequentes

Por que comparar tudo com o Tesouro Nacional?

Porque ele é o menor risco de crédito que existe em reais: quem emite o título é o próprio governo, na moeda que ele imprime. É o chamado risco soberano, o piso do mercado. Qualquer papel privado, por melhor que seja o banco ou a empresa, carrega risco maior. A regra é simples: risco extra só se aceita com retorno extra. Se um CDB, CRI ou debênture projeta menos que o título público de mesmo indexador e prazo, você está correndo risco de graça.

O teste diz se eu devo comprar o papel?

Não. Ele responde uma pergunta só: esta proposta rende mais ou menos que o Tesouro equivalente, no líquido? Passar no teste é condição necessária, não suficiente. Ainda dependem de você a liquidez (consegue segurar até o vencimento?), o risco do emissor, a concentração da carteira e o seu objetivo com o dinheiro. Esta é uma ferramenta educacional e não constitui recomendação de investimento.

O que significa 'passa no limite'?

Que a proposta rende mais que o Tesouro, mas por pouco. Adotamos uma régua explícita de prêmio mínimo: 0,30 ponto percentual ao ano para papel bancário, que tem a proteção do FGC até R$ 250 mil, e 1,50 pontos para crédito privado sem FGC, onde você depende do emissor e do lastro. Abaixo disso o papel ganha do Tesouro, mas o prêmio parece magro diante do risco e da perda de liquidez. É uma régua editorial, não uma regra de mercado.

Uma taxa menor que a do Tesouro pode valer a pena?

Pode, quando o papel é isento de IR. É o caso de LCI, LCA, LCD, CRA, CRI, CPR-F e debênture incentivada. Com as taxas de hoje, um CRI de IPCA + 5,00% a.a. fica 2 pontos abaixo da NTN-B de IPCA + 7,00%, e mesmo assim perde só 0,34 ponto no líquido: a isenção devolve quase toda a diferença. Comparar taxa bruta com taxa isenta é o erro mais comum ao avaliar uma proposta.

Por que um CDB de 100% do CDI já ganha do Tesouro Selic?

Pela custódia. O Tesouro Direto cobra 0,20% ao ano de custódia da B3, e o CDB não cobra nada. Os dois pagam a mesma tabela de IR, então um CDB que entregue exatamente 100% do CDI sai na frente da LFT por volta de 0,20 ponto percentual ao ano. É uma vantagem pequena, e é justamente por isso que 100% do CDI costuma ser tratado como o piso aceitável em CDB, não como boa oferta.

E a LCI/LCA de 85% ou 90% do CDI que o gerente ofereceu?

Depende do prazo, porque o IR do concorrente cai com o tempo. Com o CDI a 14,15% a.a., uma LCA de 88% do CDI por 2 anos entrega 12,35% a.a. líquidos, contra 11,94% do Tesouro Selic no mesmo prazo. Rode o seu caso no teste acima: a resposta muda bastante entre 6 meses e 5 anos.

Quais premissas o cálculo usa?

CDI e IPCA médios constantes no período, iguais aos valores de hoje do Banco Central; dias úteis aproximados por dias corridos × 252/365; IR pela tabela regressiva de dias corridos (22,5% até 180 dias, 20% até 360, 17,5% até 720 e 15% acima); custódia de 0,20% a.a. no título público; e acumulação até o vencimento, sem cupons semestrais. IOF não entra, porque só incide em resgates com menos de 30 dias. Os detalhes estão na página de metodologia.

Qual a diferença para o comparador de propostas?

Este teste avalia um papel de cada vez contra o Tesouro, com prazo redondo e resposta imediata. O comparador de propostas recebe até seis ofertas com datas reais de vencimento, iguala tudo em um horizonte comum reinvestindo quem vence antes, mostra o gráfico da evolução e simula venda antecipada com marcação a mercado. Use este para o descarte rápido e aquele para a decisão final.

Tem mais de uma oferta na mesa, com vencimentos diferentes? O comparador de propostas coloca até seis lado a lado no mesmo horizonte, com gráfico e simulação de venda antecipada.