Tesouro Prefixado vale a pena?
O Prefixado é uma aposta declarada na queda dos juros. Você trava hoje ~13,5% ao ano até o vencimento; se a Selic (hoje 14,25%) cair abaixo disso na média do período, você ganha do pós-fixado — se subir, perde. Não é intrinsecamente melhor nem pior que o Selic: é outro risco.
Os três cenários (R$ 10 mil, 2 anos, líquido)
| Cenário | Prefixado 13,5% | Tesouro Selic |
|---|---|---|
| Selic estável | +R$ 2.335 | +R$ 2.476 |
| Selic cai 2 p.p. | +R$ 2.335 | +R$ 2.104 |
| Selic sobe 2 p.p. | +R$ 2.335 | +R$ 2.855 |
Simulação simplificada: Selic constante no novo patamar durante os 2 anos; IR e custódia descontados. Taxas de 19/07/2026. O prefixado paga o mesmo em qualquer cenário — é essa a graça (e o risco).
Quando faz sentido — e quando não
- Prazos definidos de 1–3 anos, com taxa contratada acima da Selic média que você espera, levados até o vencimento.
- Como parte da carteira, travando juros historicamente altos para despesas futuras conhecidas.
- Reserva de emergência ou qualquer dinheiro sem data — a marcação a mercado pode impor perda na venda antecipada.
- Prazos muito longos sem proteção inflacionária — para 5+ anos, o IPCA+ cumpre o papel com um seguro embutido contra a inflação.
Perguntas frequentes
Tesouro Prefixado vale a pena agora?
A aposta implícita: com o Prefixado de referência a 13,5% a.a. e a Selic a 14,25%, o prefixado só ganha do pós-fixado se a Selic cair na média do período abaixo da taxa travada. Em ciclo de cortes (cenário atual do Focus), a tese tem lógica — mas o mercado já precifica os cortes esperados na própria taxa do prefixado.
Qual a diferença entre Tesouro Prefixado e Tesouro Selic?
O Selic rende a taxa do dia, seja ela qual for; o Prefixado trava a taxa da compra até o vencimento. Em números de hoje (19/07/2026): R$ 10 mil por 2 anos rendem R$ 2.335 líquidos no Prefixado de 13,5%, contra R$ 2.476 no Selic se a taxa atual se mantivesse — e R$ 2.104 se a Selic cair 2 pontos.
Posso perder dinheiro no Tesouro Prefixado?
De duas formas: vendendo antes do vencimento após uma alta de juros (marcação a mercado) ou, mesmo levando ao fim, perdendo da inflação se o IPCA subir além do esperado — o prefixado não tem proteção inflacionária. Levado ao vencimento, o valor nominal é garantido.
Prefixado ou IPCA+?
O IPCA+ garante ganho real (acima da inflação); o Prefixado garante ganho nominal e torce para a inflação se comportar. Para prazos longos, o IPCA+ é estruturalmente mais seguro; o Prefixado brilha em prazos curtos e médios quando a taxa travada embute juros muito altos prestes a cair.
Compare os três títulos com suas taxas no simulador do Tesouro Direto — e veja o efeito dos cortes no estudo do Copom.